sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Imagem de Hortolândia

Fonte: http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&tab=wl (acessado em 03/08/12 às 14:00hs)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Qual país vai puxar a recuperação da economia global?

No rescaldo da crise financeira global, países como Alemanha, China e Brasil foram os motores que mantiveram a economia global em expansão. Mas, dados recentes de seu desempenho sugerem que eles estão perdendo força. O Banco Mundial prevê uma recuperação econômica branda, com um crescimento global médio na casa de 2,5%. Mas dentro desse cenário há uma clara diferença entre países em desenvolvimento, que devem crescer cerca de 5,3%, e economias desenvolvidas, onde a taxa média deve ser de 1,4%.  Já o FMI espera um crescimento global na casa dos 3,5%. Para o órgão, economias em desenvolvimento devem crescer 5,6% enquanto os países desenvolvidos devem atingir taxas de 1,4%.

CHINA
No segundo trimestre deste ano, seu crescimento diminuiu para 7,6%. A meta de crescimento anual caiu para menos de 8% pela primeira vez nos últimos dez anos. O crescimento do PIB no segundo trimestre aponta para continuidade da desaceleração da potência asiática. O crescimento caiu para 7,6% no período entre abril e junho --seu pior ritmo desde o início da crise global e abaixo da expectativa anual do governo e do FMI (Fundo Monetário Internacional), de 8%.  O país é considerado o maior mercado de exportação para muitas empresas --como BMW, Carrefour e Burberry-- e a desaceleração deve prejudicá-las. O arrefecimento do crescimento na China e na Índia indica que os países de toda região asiática devem seguir pelo mesmo caminho de desaceleração (exceto pela Tailândia e pelas Filipinas, que se beneficiam de custos mais baixos de mão de obra e atraíram empresas estrangeiras). Em março, Pequim reduziu sua meta de crescimento anual para 7,5% - sendo que desde 2004 o índice não caía para um patamar menor que 8%. Além disso, recentemente, o Banco Central da China cortou as taxas de juros duas vezes em menos de um mês - com o objetivo de sustentar o crescimento. A China gozava de um superaquecimento de sua economia impulsionado por uma bolha imobiliária e por investimentos do governo em projetos de infra-estrutura. A economia chinesa está agora sobrecarregada com excesso de capacidade, aumento da dívida e acúmulo de estoques nos armazéns.
 
ZONA DO EURO
Taxa de desemprego: 11,1% Mais de 3 milhões de de pessoas com idades entre 15 e 24 anos estão desempregadas A economia da zona do euro deve retrair 0,3% neste ano O PIB da Alemanha deve crescer 1% neste ano, segundo o FMI. A zona do euro está dividida entre os países nortistas relativamente mais ricos (Alemanha, Holanda, Finlândia e França) e os sulistas atolados em crises (Grécia, Itália, Portugal e Espanha). O euro atingiu seu patamar mais baixo em dois anos em relação ao dólar. Os investidores se preocupam com resultados fracos e planos de resgate para países em crise - incluindo o mais recente, que pretende salvar os bancos da Espanha. O Banco Central Europeu pela primeira vez reduziu valores de taxas para menos de 1%, em uma tentativa de incentivar empréstimos corporativos e domésticos. Para tranquilizar investidores, a Espanha anunciou uma nova rodada de medidas de austeridade que incluem aumento de impostos e cortes de gastos. Até a Alemanha, que gozou de baixos índices de desemprego graças à sua competente indústria manufatureira, foi incapaz de se manter longe da crise da dívida que assola a região. Atualmente, até seu mercado de trabalho vem demonstrando desenvolvimento mais lento. O índice de desemprego aumentou por três meses consecutivos, atingindo 6,8% em junho. Enquanto isso, as exportações alemãs para a China, que atingiam dois dígitos, agora estão em 6%.
 
ESTADOS UNIDOS
Os EUA enfrentam um "abismo fiscal" com o fim das reduções fiscais A taxa de desemprego está em 2% O PIB deve crescer 2% em 2012 A economia dos EUA teve um crescimento de apenas 80 mil empregos em junho - o que indica uma fraqueza persistente no mercado de trabalho, fator que pode prejudicar as chances de reeleição do presidente Barack Obama. A taxa de desemprego ficou presa em 8,2% (para os negros chegou a 14,4%). Como os países europeus, os EUA acumulam dívidas que chegam a 70% de seu PIB. O país também se aproxima de um "abismo", na medida em que combina aumento de impostos e cortes de gastos programados para o próximo ano. O resultado deve ser uma recessão provocada pela austeridade. Segundo o senador democrata Max Baucus, essa política pode levar a uma crise fiscal semelhante à vivenciada pela Europa. Além disso, semelhante às divergências que ocorrem na zona do euro, republicanos e democratas têm sido incapazes de chegar a acordo sobre um plano para evitar o resultado desanimador. Segundo projeção do FMI, a economia americana deve crescer 2% neste ano --índice mais baixo que o esperado em outras economias desenvolvidas, como o Japão (2,4%) e o Canadá (2,1%). Para estimular o crescimento, os EUA têm tomado medidas pouco ortodoxas como a operação Twist, um programa de compra de títulos que visa derrubar o valor das hipotecas e das taxas de empréstimo.
 
BRASIL
O FMI prevê crescimento do PIB de 2,5% em 2012 A inadimplência de empréstimos aumentou para 6% em maio. Gastos governamentais e exportação de commodities, como soja e minérios, para países da Ásia impulsionaram o Brasil para a posição de 6º economia do mundo. Mas o alto ritmo de crescimento, que chegou a atingir 7,5% em 2010, parece ter perdido a força. A economia estagnou em maio, após uma queda inesperada de vendas no varejo - tornando o desempenho do Brasil o pior entre os Brics. O FMI prevê para o país um crescimento de 2,5% neste ano - índice inferior à média mundial de 3,5%. O Banco do Brasil espera um resultado abaixo de 2,5%. A queda nas vendas do varejo deu origem a temores sobre o modelo de crescimento puxado pelo consumo interno, que vem sendo incentivado por rendas maiores e crédito fácil. A quantidade de empréstimos não pagos atingiu um pico em maio, mostrando como os brasileiros estão lutando cada vez mais para manter suas dívidas sob controle. Isso levou o Banco Central a reduzir a taxa de juros para 8% (a oitava queda consecutiva).
 
ÍNDIA
A inflação atingiu o patamar mais alto entre os Brics. A produção industrial cresceu 2,4% em maio. A economia da Índia cresceu a uma taxa anual de 5,3% entre janeiro e março, seu ritmo mais lento em nove anos. A inflação tem sido uma das maiores preocupações dos formuladores de políticas da Índia nos últimos dois anos. O Banco Central indiano tomou várias medidas na tentativa de controlar o aumento dos preços, incluindo treze aumentos da taxa de juros desde março de 2010. De acordo com dados divulgados na semana passada, o índice de preços no atacado da Índia (a principal medida de preços ao consumidor no país) subiu 7,55% em maio em relação ao ano anterior - o índice mais elevado entre os Brics. Analistas afirmam que a combinação de desaceleração do crescimento e alta inflação tornou difícil para o Banco Central do país formular suas políticas. Cortes nas taxas de juros poderiam estimular o crescimento, mas devem tornar a inflação pior. O PIB do país crescerá 6,1% em 2012, segundo o FMI. O governo se comprometeu a atrair mais investimento estrangeiro e acelerar projetos de infra-estrutura e energia.
 
JAPÃO
O país está se recuperando das grandes catástrofes do ano passado Os exportadores estão preocupados com os problemas da zona do euro e com a desaceleração da economia americana O crescimento do país neste ano deve chegar a 2,4%, segundo FMI. O Japão, que chegou a ser a segunda economia do mundo, está se recuperando do terremoto seguido de tsunami e da crise nuclear do ano passado. Dados recentes mostraram que o Japão, um dos principais exportadores do mundo, não estava exportando tanto quanto costumava. Na verdade, estava importando massivamente - incluindo um gasto adicional com energia devido à paralisação das centrais nucleares. A moeda forte também prejudicou os exportadores, pois tornou seus produtos mais caros para compradores estrangeiros. Porém, o ânimo do país está melhorando. A pesquisa Takan mostrou que a indústria manufatureira está menos pessimista em relação aos negócios. O FMI prevê um crescimento de 2,4% para o país em 2012 e 1,5% em 2013. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1121269-qual-pais-vai-puxar-a-recuperacao-da-economia-global.shtml (acessado em 17/07/2012 às 13:07 hs)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PIB da China desacelera para 7,6%, menor nível em três anos


O governo da China anunciou na manhã desta sexta-feira (noite de quinta em Brasília) a desaceleração de seu Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano, com um crescimento de 7,6%.
O número é o menor a ser registrado pelo país asiático desde o primeiro trimestre de 2009, em meio ao auge da crise financeira dos Estados Unidos. Em números absolutos, o PIB chinês chega a US$ 3,55 trilhões.
Os principais responsáveis pelo resultado reduzido apontados pelo banco central chinês são a diminuição das exportações para a Europa, a estagnação do setor imobiliário e a inabilidade do governo em estimular o aumento do consumo interno.
Além do crescimento econômico, o país divulgou os números do comércio e da indústria em junho. As vendas do varejo apresentaram alta de 12,1%, desacelerando em relação a maio, quando foi registrado um aumento de 13,8%.
Em relação à produção industrial, houve ligeira queda de 0,1 ponto percentual no mesmo período, passando de 9,6% para 9,5%.
Arte Folha
REDUÇÃO

O resultado do índice é o mesmo apontado por economistas da agência Dow Jones na última segunda (7). O próprio governo já reduziu sua expectativa de crescimento de 8% para 7,5% em 2012.
A economia chinesa é muito dependente dos investimentos e das exportações, enquanto o consumo interno está pouco desenvolvido. O governo tenta há vários anos corrigir esse desequilíbrio, mas sem muito êxito.
Os investimentos, sobretudo em infraestrutura, foram incentivados pelo governo após a crise financeira de 2008, enquanto a expansão do crédito fez com que a inflação chegasse a 6,5% interanual em julho de 2011.
Frente à desaceleração do crescimento, que passou de 9,2% no ano passado para 8,1% no primeiro trimestre de 2012, o governo não quer abrir novamente o crédito por temor de uma disparada da inflação, que caiu para 2,2% no mês passado, seu menor índice em 29 meses.

DESACELERAÇÃO

Nos últimos meses, a economia chinesa registrou desaceleração mais brusca que o esperado, provocando medidas de estímulo, que incluem a redução do depósito compulsório bancário. No entanto, as reformas mais profundas terão que esperar a transição na cúpula do Partido Comunista, prevista para outubro.
Em meio a números preocupantes da economia chinesa, o premiê do país, Wen Jiabao, afirmou na terça (10) que sua prioridade é estabilizar o crescimento.
Os últimos indicadores mostram uma queda da inflação e das importações e colocaram em evidência a desaceleração da economia chinesa, considerada o motor da economia mundial e que pode, inclusive, ter efeitos para o Brasil, de quem é o principal parceiro comercial, como grande importador de commodities.
"Estabilizar o crescimento não só é a tarefa mais urgente, é também uma tarefa difícil e longa", declarou Jiabao em dois seminários dedicados à situação econômica do país, segundo comunicado emitido pelo governo.
Entre as ações para apoiar o crescimento, Jiabao ressalta o "estímulo ao consumo", a "diversificação das exportações" e "de forma mais importante, o apoio a um crescimento racional do investimento".
Já os exportadores chineses são afetados em parte pela crise na Europa, com o crescimento das exportações registrando uma desaceleração a partir do ano passado.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Crise na Síria

ONU e EUA se desentendem sobre papel do Irã na crise Síria

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O enviado especial da ONU para a Síria, Kofi Annan, visitou nesta terça-feira o Irã e disse que o país, aliado do ditador sírio, Bashar Assad, tem papel crucial na busca por uma solução pacífica aos confrontos no país vizinho.
A declaração não foi bem recebida pelos EUA. "Não acredito que nada possa argumentar de maneira séria que o Irã teve um impacto positivo na evolução da situação na Síria. Este é nosso ponto de vista", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.
Annan viajou para o Irã justamente para tentar incluir o país persa nas negociações com o regime sírio, já que Teerã foi vetada da última reunião dos países Amigos da Síria, a pedido de Washington.
Durante a visita, o Irã se ofereceu como mediador para as negociações de paz na Síria e alertou que uma decisão errada pode causar uma catástrofe na região.
Para a Casa Branca, é essencial que a comunidade internacional se una em torno do plano de paz desenhado por Annan. Segundo os EUA, o plano de formar um governo de transição não inclui Assad. As aliadas sírias Rússia e China, contudo, discordam.
Annan, contudo, disse que o Irã desempenha um papel positivo para a solução do conflito na Síria, que exige uma negociação com a participação de Damasco e todos os demais grupos políticos.
"A participação do Irã para ajudar a selecionar a crise na Síria é importante e necessária e essa é a razão pela qual voltei ao Irã", disse Annan, que já havia viajado à capital iraniana em 10 de abril.
Antes de chegar a Teerã, Annan conversou em Damasco com Assad, que aceitou a aplicação do plano de paz e propôs que o cessar-fogo foque, primeiro, nas áreas de mais violência, para depois ser espalhado pelo resto do país.
O conflito sírio, iniciado em março de 2011, já deixou 10 mil mortos, segundo a ONU. Ativistas da oposição, contudo, falam em 17 mil mortos.
Apesar das declarações contundentes dos EUA e dos líderes europeus pela renúncia de Assad, o apoio da China e Rússia, ambas com poder de veto no Conselho de Segurança, impediu qualquer ação mais contundente.