domingo, 26 de agosto de 2012

O Continente Africano

Mapa Continente Africano



CONTINENTE AFRICANO

TAMANHO E LOCALIZAÇÃO: Possuindo uma área de 30.272.922 KM2
O continente africano é o terceiro maior continente da Terra ocupando 20,3 % das terras emersas, ficando atrás apenas da Ásia e do continente Americano. OCEANO PACÍFICO, OCEANO ATLÂNTICO ,OCEANO ÍNDICO, OCEANO ÁRTICO.
ÁFRICA, Europa, Ásia, Oceania, América do Sul, América Central, América do Norte.

SUAS TERRA SE ENCONTRAM ... Com base na linha do equador que divide o mundo ao meio observamos que o continente africano possuí terras tanto ao NORTE quanto ao SUL. E em relação ao Meridiano de Greenwich a África se encontra em grande parte na região leste ou oriental, e em menor quantidade de terras a oeste ou ocidental.

FORMAÇÃO DO CONTINENTE AFRICANO: Segundo a teoria da Deriva Continental do cientista alemão Alfred Wegener, os continentes estiveram unidos no passado, e esse grande continente foi denominado de Pangeia, palavra grega que significa “ toda terra” e uma grande massa de água denominada de Panthalassa. E devido a movimentação de placas no assoalho oceânico, essas massas de terra foram se separando formando os continentes que conhecemos hoje.

TAMANHO E LOCALIZAÇÃO: Em média 80% da África se encontra na região intertropical da Terra, ou seja, localizam-se entre o trópico de Capricórnio que se encontra ao sul e o trópico de Câncer ao norte. O restante do continente se encontra nas regiões temperadas. Linha do Equador Trópico de Câncer Trópico de Capricórnio Legenda: Intertropical Temperadas.

OCEANOS QUE BANHAM A ÁFRICA: Norte: Mar Mediterrâneo Oeste / Ocidental: Oceano Atlântico Leste / Oriental: Oceano Índico Nordeste: Mar Vermelho Canal de Suez Estreito de Gibraltar Golfo de Aden.

CLIMA: “ Observe que ao sul do Saara temos uma região denominada de Sahel, que é uma área de transição entre o clima árido do deserto e o clima tropical.”

RELEVO AFRICANO: O continente africano, é constituído por um grande escudo cristalino, apresenta altitudes modestas com uma altitude média de 600 m, predominante planáltico, desgastado pela erosão. Ao noroeste encontramos a cadeia de montanhas do Atlas, formada por rochas recentes, o ponto culminante é o Tbukal com 4.165 m. Ao sul da Cadeia do Atlas, temos um grande planalto com altitudes em torno de 450 m, conhecida como deserto do Saara Descendo no mapa encontramos o Planalto dos Grandes Lagos, aqui encontramos formações vulcânicas, que dão origem as maiores altitude da região, como o Monte Kilimanjaro, com seus 5.895 metros de altitude.

DESERTOS AFRICANOS: O Deserto da Namíbia é do tipo costeiro com grandes dunas, banhado por correntes frias do Oceano Atlântico. O Deserto do Saara é o maior deserto quente do mundo, e oficialmente é o segundo maior deserto da Terra, logo após da Antártica, pois esta última também é um deserto porém frio. O Deserto do Kalahari é formado devido, principalmente, a corrente marítima fria de Benguela,que atua na costa sudoeste da África, condensando o vapor de água que vai em direção ao continente,fazendo com que as massas de ar cheguem mais secas ao mesmo.
  • Deserto da Namíbia Deserto do Saara Deserto do Kalahari .
  • DESERTOS AFRICANOS ERG: Desertos Arenosos REGS: Desertos Pedregosos.
]KILIMANJARO: Localizado no Planalto dos Grandes Lagos ao norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quênia, é o ponto mais alto de África, com uma altitude de 5.895 m. Este antigo vulcão, com o topo coberto de neve, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espetáculo único.

OÁSIS NOS DESERTOS AFRICANOS: Nos desertos encontramos os Oasis que são regiões mais baixas do relevo, onde os lençóis d´água afloram à superfície, propiciando um ambiente para estabelecer comunidades, construir casas e produzir alimentos.

COLONIZAÇÃO DA ÁFRICA: O primeiro contato dos europeus com os africanos iniciou com as Grandes Navegações, pois as embarcações vindas da Europa contornavam a África para chegar até a Índia onde podiam comercializar seus produtos. Em seu segundo contato,os europeus com as colônias na América e a industrialização passaram a buscar mão-de-obra escrava na África e matéria prima. Com o discurso de uma “nobre missão civilizadora” os europeus não levaram em conta que os africanos tinham uma cultura própria, religião e ideal de vida e dominavam através da força estes povos visto por eles como inferiores. O que importava eram os lucros que poderiam ter desses empreendimentos. Está forma de dominação é a semelhante que houve no Brasil pelos Portugueses.

APARTHEID NA ÁFRICA DO SUL: O termo apartheid se refere a uma política racial implantada na África do Sul. De acordo com esse regime, a minoria branca, os únicos com direito de voto, detinham todo poder político e econômico no país, enquanto à imensa maioria negra restava a obrigação de obedecer rigorosamente o conjunto de leis segregacionista. O Regime era sustentado por um conjunto de leis, entre elas estão: - proibição oficial do casamento inter-racial obrigatoriedade do registro da raça na certidão de nascimento obrigatoriedade de os brancos, negros e mestiços viverem em áreas separadas, e a proibição ao negro de comprar terras locomoção de negros estava condicionada ao porte de um "passe", ou seja, um documento de identificação que os autorizava a ir e vi - proibição de greve de negros e divisão dos serviços públicos (escola, hospital, praça pública, estádio esportivo etc.) em locais para brancos e locais para negro

APARTHEID NA ÁFRICA DO SUL

NELSON MANDELA: Principal representante do movimento ANTI-APARTHEID, como ativista, sabotador e guerrilheiro. Considerado pela maioria das pessoas um guerreiro em luta pela liberdade, era considerado pelo governo sul-africano um terrorista. Em 1962 foi preso e 5 anos depois foi sentenciado à prisão perpétua. Em 1990 foi libertado. Em 1993, recebeu o Nobel da Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de acabar com a segregação racial. E em Maio de 1994, tornou-se ele próprio o primeiro presidente negro da África do Sul

ÁFRICA DO NORTE (BRANCA): Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia , Egito, Saara Ocidental e Mauritânia. População formada por povos Árabes na sua maioria islâmicos, ou seja, sua principal religião é a ISLÂMICA. Economia baseada na exportação de petróleo, minerais, alimentos (cereais e frutas) e turismo.

Cairo - Egito “ O Egito é uma dádiva do Rio Nilo ” A expressão de Heródoto, historiador grego do século V a.c, fundamenta-se no passado aonde as cheias periódicas do Rio Nilo deixavam um lodo fertilizante sobre o solo, e com ele as plantações próximas as margens eram generosas, o que permitiu que povos se fixassem as margens do rio formando cidades. Atualmente em busca de impulsionar a economia através da industrialização foi construída a usina elétrica de Assuã, que devido a sua barragem alterou o regime de cheias prejudicando a produção de alimentos na região.

TURISMO NA ÁFRICA DO NORTE: O turismo nessa região é importantíssimo como atividade econômica, principalmente em países como o Egito com suas Pirâmides e Esfinges, Tunísia com seus sítios arqueológicos, e Marrocos pois em seu litoral há belos balneários.

DEMOGRAFIA O IDH ( Índice de Desenvolvimento Humano) é calculado levando-se em conta itens como SAÚDE, EDUCAÇÃO e DISTRIBUIÇÃO DE RENDA. Quanto mais próximo de 1,0 for o valor melhores condições de vida tem a população. Veja na tabela qual país possuí melhor qualidade de vida (IDH maior) e qual tem uma pior qualidade de vida (Menor IDH). 


Fonte: Unidade 2 – Capítulo 5 ÁFRICA DO NORTE. Prof. André Luiz Marques

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Imagem de Hortolândia

Fonte: http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&tab=wl (acessado em 03/08/12 às 14:00hs)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Qual país vai puxar a recuperação da economia global?

No rescaldo da crise financeira global, países como Alemanha, China e Brasil foram os motores que mantiveram a economia global em expansão. Mas, dados recentes de seu desempenho sugerem que eles estão perdendo força. O Banco Mundial prevê uma recuperação econômica branda, com um crescimento global médio na casa de 2,5%. Mas dentro desse cenário há uma clara diferença entre países em desenvolvimento, que devem crescer cerca de 5,3%, e economias desenvolvidas, onde a taxa média deve ser de 1,4%.  Já o FMI espera um crescimento global na casa dos 3,5%. Para o órgão, economias em desenvolvimento devem crescer 5,6% enquanto os países desenvolvidos devem atingir taxas de 1,4%.

CHINA
No segundo trimestre deste ano, seu crescimento diminuiu para 7,6%. A meta de crescimento anual caiu para menos de 8% pela primeira vez nos últimos dez anos. O crescimento do PIB no segundo trimestre aponta para continuidade da desaceleração da potência asiática. O crescimento caiu para 7,6% no período entre abril e junho --seu pior ritmo desde o início da crise global e abaixo da expectativa anual do governo e do FMI (Fundo Monetário Internacional), de 8%.  O país é considerado o maior mercado de exportação para muitas empresas --como BMW, Carrefour e Burberry-- e a desaceleração deve prejudicá-las. O arrefecimento do crescimento na China e na Índia indica que os países de toda região asiática devem seguir pelo mesmo caminho de desaceleração (exceto pela Tailândia e pelas Filipinas, que se beneficiam de custos mais baixos de mão de obra e atraíram empresas estrangeiras). Em março, Pequim reduziu sua meta de crescimento anual para 7,5% - sendo que desde 2004 o índice não caía para um patamar menor que 8%. Além disso, recentemente, o Banco Central da China cortou as taxas de juros duas vezes em menos de um mês - com o objetivo de sustentar o crescimento. A China gozava de um superaquecimento de sua economia impulsionado por uma bolha imobiliária e por investimentos do governo em projetos de infra-estrutura. A economia chinesa está agora sobrecarregada com excesso de capacidade, aumento da dívida e acúmulo de estoques nos armazéns.
 
ZONA DO EURO
Taxa de desemprego: 11,1% Mais de 3 milhões de de pessoas com idades entre 15 e 24 anos estão desempregadas A economia da zona do euro deve retrair 0,3% neste ano O PIB da Alemanha deve crescer 1% neste ano, segundo o FMI. A zona do euro está dividida entre os países nortistas relativamente mais ricos (Alemanha, Holanda, Finlândia e França) e os sulistas atolados em crises (Grécia, Itália, Portugal e Espanha). O euro atingiu seu patamar mais baixo em dois anos em relação ao dólar. Os investidores se preocupam com resultados fracos e planos de resgate para países em crise - incluindo o mais recente, que pretende salvar os bancos da Espanha. O Banco Central Europeu pela primeira vez reduziu valores de taxas para menos de 1%, em uma tentativa de incentivar empréstimos corporativos e domésticos. Para tranquilizar investidores, a Espanha anunciou uma nova rodada de medidas de austeridade que incluem aumento de impostos e cortes de gastos. Até a Alemanha, que gozou de baixos índices de desemprego graças à sua competente indústria manufatureira, foi incapaz de se manter longe da crise da dívida que assola a região. Atualmente, até seu mercado de trabalho vem demonstrando desenvolvimento mais lento. O índice de desemprego aumentou por três meses consecutivos, atingindo 6,8% em junho. Enquanto isso, as exportações alemãs para a China, que atingiam dois dígitos, agora estão em 6%.
 
ESTADOS UNIDOS
Os EUA enfrentam um "abismo fiscal" com o fim das reduções fiscais A taxa de desemprego está em 2% O PIB deve crescer 2% em 2012 A economia dos EUA teve um crescimento de apenas 80 mil empregos em junho - o que indica uma fraqueza persistente no mercado de trabalho, fator que pode prejudicar as chances de reeleição do presidente Barack Obama. A taxa de desemprego ficou presa em 8,2% (para os negros chegou a 14,4%). Como os países europeus, os EUA acumulam dívidas que chegam a 70% de seu PIB. O país também se aproxima de um "abismo", na medida em que combina aumento de impostos e cortes de gastos programados para o próximo ano. O resultado deve ser uma recessão provocada pela austeridade. Segundo o senador democrata Max Baucus, essa política pode levar a uma crise fiscal semelhante à vivenciada pela Europa. Além disso, semelhante às divergências que ocorrem na zona do euro, republicanos e democratas têm sido incapazes de chegar a acordo sobre um plano para evitar o resultado desanimador. Segundo projeção do FMI, a economia americana deve crescer 2% neste ano --índice mais baixo que o esperado em outras economias desenvolvidas, como o Japão (2,4%) e o Canadá (2,1%). Para estimular o crescimento, os EUA têm tomado medidas pouco ortodoxas como a operação Twist, um programa de compra de títulos que visa derrubar o valor das hipotecas e das taxas de empréstimo.
 
BRASIL
O FMI prevê crescimento do PIB de 2,5% em 2012 A inadimplência de empréstimos aumentou para 6% em maio. Gastos governamentais e exportação de commodities, como soja e minérios, para países da Ásia impulsionaram o Brasil para a posição de 6º economia do mundo. Mas o alto ritmo de crescimento, que chegou a atingir 7,5% em 2010, parece ter perdido a força. A economia estagnou em maio, após uma queda inesperada de vendas no varejo - tornando o desempenho do Brasil o pior entre os Brics. O FMI prevê para o país um crescimento de 2,5% neste ano - índice inferior à média mundial de 3,5%. O Banco do Brasil espera um resultado abaixo de 2,5%. A queda nas vendas do varejo deu origem a temores sobre o modelo de crescimento puxado pelo consumo interno, que vem sendo incentivado por rendas maiores e crédito fácil. A quantidade de empréstimos não pagos atingiu um pico em maio, mostrando como os brasileiros estão lutando cada vez mais para manter suas dívidas sob controle. Isso levou o Banco Central a reduzir a taxa de juros para 8% (a oitava queda consecutiva).
 
ÍNDIA
A inflação atingiu o patamar mais alto entre os Brics. A produção industrial cresceu 2,4% em maio. A economia da Índia cresceu a uma taxa anual de 5,3% entre janeiro e março, seu ritmo mais lento em nove anos. A inflação tem sido uma das maiores preocupações dos formuladores de políticas da Índia nos últimos dois anos. O Banco Central indiano tomou várias medidas na tentativa de controlar o aumento dos preços, incluindo treze aumentos da taxa de juros desde março de 2010. De acordo com dados divulgados na semana passada, o índice de preços no atacado da Índia (a principal medida de preços ao consumidor no país) subiu 7,55% em maio em relação ao ano anterior - o índice mais elevado entre os Brics. Analistas afirmam que a combinação de desaceleração do crescimento e alta inflação tornou difícil para o Banco Central do país formular suas políticas. Cortes nas taxas de juros poderiam estimular o crescimento, mas devem tornar a inflação pior. O PIB do país crescerá 6,1% em 2012, segundo o FMI. O governo se comprometeu a atrair mais investimento estrangeiro e acelerar projetos de infra-estrutura e energia.
 
JAPÃO
O país está se recuperando das grandes catástrofes do ano passado Os exportadores estão preocupados com os problemas da zona do euro e com a desaceleração da economia americana O crescimento do país neste ano deve chegar a 2,4%, segundo FMI. O Japão, que chegou a ser a segunda economia do mundo, está se recuperando do terremoto seguido de tsunami e da crise nuclear do ano passado. Dados recentes mostraram que o Japão, um dos principais exportadores do mundo, não estava exportando tanto quanto costumava. Na verdade, estava importando massivamente - incluindo um gasto adicional com energia devido à paralisação das centrais nucleares. A moeda forte também prejudicou os exportadores, pois tornou seus produtos mais caros para compradores estrangeiros. Porém, o ânimo do país está melhorando. A pesquisa Takan mostrou que a indústria manufatureira está menos pessimista em relação aos negócios. O FMI prevê um crescimento de 2,4% para o país em 2012 e 1,5% em 2013. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1121269-qual-pais-vai-puxar-a-recuperacao-da-economia-global.shtml (acessado em 17/07/2012 às 13:07 hs)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PIB da China desacelera para 7,6%, menor nível em três anos


O governo da China anunciou na manhã desta sexta-feira (noite de quinta em Brasília) a desaceleração de seu Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano, com um crescimento de 7,6%.
O número é o menor a ser registrado pelo país asiático desde o primeiro trimestre de 2009, em meio ao auge da crise financeira dos Estados Unidos. Em números absolutos, o PIB chinês chega a US$ 3,55 trilhões.
Os principais responsáveis pelo resultado reduzido apontados pelo banco central chinês são a diminuição das exportações para a Europa, a estagnação do setor imobiliário e a inabilidade do governo em estimular o aumento do consumo interno.
Além do crescimento econômico, o país divulgou os números do comércio e da indústria em junho. As vendas do varejo apresentaram alta de 12,1%, desacelerando em relação a maio, quando foi registrado um aumento de 13,8%.
Em relação à produção industrial, houve ligeira queda de 0,1 ponto percentual no mesmo período, passando de 9,6% para 9,5%.
Arte Folha
REDUÇÃO

O resultado do índice é o mesmo apontado por economistas da agência Dow Jones na última segunda (7). O próprio governo já reduziu sua expectativa de crescimento de 8% para 7,5% em 2012.
A economia chinesa é muito dependente dos investimentos e das exportações, enquanto o consumo interno está pouco desenvolvido. O governo tenta há vários anos corrigir esse desequilíbrio, mas sem muito êxito.
Os investimentos, sobretudo em infraestrutura, foram incentivados pelo governo após a crise financeira de 2008, enquanto a expansão do crédito fez com que a inflação chegasse a 6,5% interanual em julho de 2011.
Frente à desaceleração do crescimento, que passou de 9,2% no ano passado para 8,1% no primeiro trimestre de 2012, o governo não quer abrir novamente o crédito por temor de uma disparada da inflação, que caiu para 2,2% no mês passado, seu menor índice em 29 meses.

DESACELERAÇÃO

Nos últimos meses, a economia chinesa registrou desaceleração mais brusca que o esperado, provocando medidas de estímulo, que incluem a redução do depósito compulsório bancário. No entanto, as reformas mais profundas terão que esperar a transição na cúpula do Partido Comunista, prevista para outubro.
Em meio a números preocupantes da economia chinesa, o premiê do país, Wen Jiabao, afirmou na terça (10) que sua prioridade é estabilizar o crescimento.
Os últimos indicadores mostram uma queda da inflação e das importações e colocaram em evidência a desaceleração da economia chinesa, considerada o motor da economia mundial e que pode, inclusive, ter efeitos para o Brasil, de quem é o principal parceiro comercial, como grande importador de commodities.
"Estabilizar o crescimento não só é a tarefa mais urgente, é também uma tarefa difícil e longa", declarou Jiabao em dois seminários dedicados à situação econômica do país, segundo comunicado emitido pelo governo.
Entre as ações para apoiar o crescimento, Jiabao ressalta o "estímulo ao consumo", a "diversificação das exportações" e "de forma mais importante, o apoio a um crescimento racional do investimento".
Já os exportadores chineses são afetados em parte pela crise na Europa, com o crescimento das exportações registrando uma desaceleração a partir do ano passado.